A francesa Édith Giovanna Gassion, ganhou o nome de Pequeno Pardal, como referência ao canto das aves. Seu chanson françoise levou-a das ruas aos grandes palcos do mundo.
Outra grande passarin foi Antônio Gonçalves da Silva. Entrou em cartaz, como comemoração aos 100 anos do poeta, o filme Patativa do Assaré - Ave Poesia de Rosemberg Cariry, que mostra a vida de um homem simples mas complexo em sua sensibilidade com os valores da terra e do povo.
27 de mar. de 2009
passarin
26 de mar. de 2009
coceira braba
Também chamada de cansanção, a favela é uma modalidade de urtiga, dessas que ardem e coçam uma coceira de fogo. Está presente na caatinga do nordeste brasileiro, e foi apresentada para as tropas do Exército da República na Guerra de Canudos.
De volta ao Rio de Janeiro, os soldados passaram a chamar as moradias insalubres de favela. E o batismo deu certo, internacionalmente.
li no livro Arquitetura Popular Brasileira, Günter Weimer, Martins Fontes
a foto é daqui http://www.flickr.com/photos/tovinhoregis/1033468093/
24 de mar. de 2009
tá liberado!
A wikipedia diz que os direitos autorais duram por setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao falecimento do autor. Além das obras em que o prazo de proteção aos direitos excedeu, pertencem ao domínio público também: as de autores falecidos que não tenham deixado sucessores; as de autor desconhecido, ressalvada a proteção legal aos conhecimentos étnicos e tradicionais. Mas Domínio Público também é o portal brasileiro de pesquisa de textos, músicas, vídeos e imagens de tudo aquilo que poder ser baixado sem peso na consciência.
Existe outro depósito, o Internet Archive, no mesmo estilo do portal brasileiro. Lá dá pra ver na íntegra os filmes do Buster Keaton, entre uma infinidade de documentos, imagens e vídeos.
Na mesma linha de download mas com outro formato de jurisdição é o Creative Commons , um tipo de licença que diz nem todos os direitos reservados. A filosofia do CC é compartilhar, criar idéias em colaboração, como a wikipedia, a GNU GPL (Licença Pública Geral) do software livre. Para alguns pensadores da era da informação, esse é o futuro da internet. No presente isso já acontece, mas com emule, torrent, piratebay...
20 de mar. de 2009
quando no alto
No século XIX foi encontrado no Iraque um poema babilônico que narra o mito da criação do mundo. O poema começa com Quando no alto, ou mais exatamente, Enuma Elish, o qual passou a ser o nome do poema: "Quando no alto não se nomeava o céu, e em baixo a terra não tinha nome..."
Pesquisadores relacionam Enuma Elish com o Gênesis pelas diversas similaridades, como os seis dias de criação, seguido de um dia de descanso e em Enuma Elish há a criação de seis deuses e um dia de descanso.Talvez a mesma raiz, talvez um controlv adaptado.
O professor de arquitetra Joseph Rykwert, no livro A Casa de Adão no Paraíso, resume a epopéia assim :
Marduk (deus protetor da cidade de Babilônia) criou o mundo como conhecemos matando o monstro feminino Tiamat, o dragão da escuridão e das águas profundas. Marduk primeiro envolveu Tiamat numa rede e, quando esta escancarou sua boca-inferno para engoli-lo, fez com que os ventos soprassem sobre ela, para mantê-la aberta, disparando então uma flecha que atravessou seu coração. Os aliados de Tiamat fugiram e Marduk capturou seu cônjuge Kingu, de quem tomou um objeto ritual importante, as "Tábuas do Destino", que se converteram numa de suas insígnias reais. Marduk então esmagou o crânio de Tiamat com sua clava e abriu suas artérias. O sangue foi carregado pelos ventos e Marduk cortou seu corpo gigantesco ao meio, "como uma bolsa de couro"; da metade inferior fez a terra, erguendo a metade superior para com ela fazer o céu. Mediu o firmamento com uma vara e nele construiu sua morada. Posteriormente, Kingu foi julgado e executado e de seu sangue foram criados os primeiros homens.
fonte:
A casa de Adão no paraíso: a idéia da cabana primitiva na história da arquitetura / Joseph Rykwert. São Paulo. Editora Perspectiva 2003
http://pt.wikipedia.org/wiki/Enuma_Elish
11 de mar. de 2009
ioiô
Em 1922, nas eleições para vereador em Fortaleza, o candidato que recebeu o maior número de votos foi Ioiô. Entretanto, Ioiô não assumiu, pois Ioiô era um bode.
Chegou a Fortaleza em 1915, comprado de um retirante por uma multinacional. Desde então o bode passou a ser um cidadão como outro qualquer, como disse o historiador Raiumundo Girão. Diz a lenda que morreu de cirrose hepática, pois o Ioiô era chegado numa cachaça. Seus amigos era boêmios, frequentava bares e estava presente nas discussões dos intelectuais da época. O glorioso bode assistia peças no Theatro José de Alencar, entrava nas igrejas e quase que foi parar na Câmara Municipal. No Siará tem disso sim.
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