Essa coisa ai de cima é o CV08, um robô que digere subúrbios abandonados. O robô processa os materias ingeridos e devolve em um formato sustentável. Como na imagem abaixo:
Na pata sugadora de gente há imagens de donuts para atrair os gulosos. Lá em cima tem a câmara de lipo-aspiração, a gordura em excesso é sugada e armazenada como combustível, e a pessoa, agora sarada, é lançada de para-quedas de volta a terra. Os automóveis são reciclados e viram bicicletas. Por onde o robô vai passando, ele vai descolonizando a terra, com fauna e flora.
Por Andrew Maynard Architects.
28 de mar. de 2009
comedor de subúrbio
25 de mar. de 2009
23 de mar. de 2009
skyscraper
Embora a internet tenha a desvantagem de ser um depositório de qualquer coisa, existe confluências que são super-curiosas, como o site http://www.skyscrapercity.com, um fórum sobre as cidades de todo o mundo. Lá, os entusiastas postam dezenas de fotos, colam matérias de jornais, caçam novos renders de projeto, e discutem sobre a qualidade e pertinência da arquitetura. Na maioria das vezes tem mais paixão pelo tema do que os próprios arquitetos.
Clique http://db5.skyscrapercity.com/showthread.php?t=731052 e veja as discussões sobre o projeto da imagem acima, um oceanário em forma de anêmona. Ao contrário deste bicho, que vive preso no fundo do mar, aquele será preso na costa de Fortaleza.
22 de mar. de 2009
prisão de ficar preso?
Olhando desse ângulo (e de muitos outros), esse prédio poderia ser a sede da Microsoft, da Dell, ou um escritório de advocacia (se bem que pelas carinhas do teto, tem muito humor pra ser de advogado). Poderia ser qualquer coisa, menos uma prisão.



Justizzentrum Leoben fica na Styria, Áustria, foi projetado pelo arquiteto Joseph Hohensinn no fim de 2004. O prédio abriga até 205 prisioneiros, e logicamente, não tem mais vaga. Mas o austríaco que está na mídia não vai pra lá, é uma prisão de segurança mínima.

Em fevereiro de 2008, uma CPI investigou os presídios brasileiros e declarou o que todo mundo já sabe, o sistema carcerário brasileiro está falido.
Universo paralelo é ficção científica, aqui, é a realidade.
19 de mar. de 2009
pessoinhas
Microrealities é um programa de pesquisa desenvolvido por Cibic&Partners para participar da IX Bienal de Arqutietura de Veneza, em 2004. A idéia é repensar novas relações com o habitar, espaço de lazer, lugar de trabalho e área pública. Mas além da proposta teórica, o site do projeto tem fotografias belíssimas das maquetes. Com cenas cotidianas ricas em detalhes, habitadas por pessoinhas expressivas, as maquetes ilustram o conceito de acupuntura urbana da proposta ; small situations, when combined, can generate larger, more significant stories (pequenas situações, quando combinadas, podem gerar maiores e mais histórias significantes). Vale visitar: http://www.microrealities.org
Ainda mais fantástico é o trabalho de pessoinhas de Slinkachu. Ele espalha pelas ruas de Londres miniaturas de gentes pintadas a mão em cenas cotidianas. Talvez alguém veja, talvez alguém pise em cima. Mas antes que isso aconteça, ele registrou. Está no livro Little People in the City: The Street Art of Slinkachu, como também no blog. 


13 de mar. de 2009
salus per aquam
Talvez pelo 70% constituinte, desde sempre que o homem usa a água para fins medicionais e de lazer. Mesmo antes da thermae romana, vestígios arqueológicos da Era do Bronze evidenciam esse fato.
Diversão na água foi o que pensou o escritório White arkitekter com o projeto Kastrup Sea Bath. A proposta é um pier que termina com um arco escultórico, formando uma piscina em baixo mar. A estrutura é toda em madeira e foi pensanda para recreação ativa e de contemplação. Ao longo do pier tem bancos e escada de acesso ao mar.

É por isso que essa gente enlouquece nas praias do nordeste do Brasil. Essa alegria toda é no Mar do Norte, na Dinamarca. Nessas águas, a temperatura média é de 12°C!
Bem que podia ser aqui na tropicalidade brasileira...
saiba mais aqui
11 de mar. de 2009
arranha-crise
A crise econômica está engavetando 15 mega-projetos do tipo arranha-céu, aplacando as ambições do empreendedores de demonstrarem riqueza e poder. E os seus respectivos mal gosto, vazio cultural e desconsideração histórica. Dubai que o diga!
siga os links: http://www.oobject.com/category/15-skyscrapers-on-hold
leia mais: http://varnelis.net/blog/architecture_of_bling
cadê a casa?
Parece que usaram o photoshop e apagaram a casa. Mas assim é a fachada (fechada) da F House do arquiteto Katsufumi Kubota. E não é só a fachada que ele apaga, por dentro tudo é apagado, minimizado à esterelidade.
O projeto é basicamente uma casca de geometria rigorosa que se abre para a paisagem. F House usa a linguagem japonesa de Tadao Ando, mas com menos calor.
veja mais aqui
katsufumi tem outras letras do alfabeto house. aqui ó: http://www.katsufumikubota.jp
6 de abr. de 2008
21 de mar. de 2008
escada e poesia
Os objetos e espaços que compõem a arquitetura não estão isolados em suas materialidades. Há neles uma dimensão poética associada com a experiência e imaginação humana, como argumenta a idéia contida em La poétique de l'espace do Gaston Bachelard. A escada, como objeto, tem a função de ponte entre os espaços superiores e inferiores, mas além dessa função pragmática ela simboliza a ascenção para uma outra realidade, a descida para as entranhas, e outros significados que não somente o ato de subir e descer. Na Opera Garnier, a escadaria teatraliza a nobreza do espaço. Na gravura Relatividade de M.C. Escher, as escadas conduzem a imaginação para cada plano das 3 dimensões, estimulando a fantasia.
Nos tempos modernos, a lógica da velocidade prioriza o elevador e condena as escadas da maiorias dos edifícios a um ambiente insosso, detrás de alguma porta corta-fogo. E é por esse motivo de segurança que as escadas ainda permanecem nos edifícios verticais. Mas nem tudo está perdido. Na sede do New York Times projetado por Renzo Piano, a escada de incêndio ganhou um tratamento decente. Localizada numa caixa transparente na fachada lateral, a escadaria destaca-se no prédio pela energia da cor laranja, reforçando a intenção de uso do referido espaço, como um convite ao devaneio durante o ato de ir pra cima ou pra baixo.
18 de mar. de 2008
caixaforum madrid
Os arquitetos Herzog & de Meuron restauraram um dos poucos exemplos de arquitetura industrial de Madrid, a antiga usina Central Eléctrica del Mediodía, transformando-a no centro cultural CaixaForum Madrid. Inaugurada em fevereiro de 2008, a conversão quintuplicou a área, de 2.000m² para 10.000m², usada para exposições de arte e cinema, concertos, conferências, e uma diversificada programação cultural.
Com a intervenção da dupla suiça, o novo prédio tornou-se uma escultura, com volumes em uma colagem cubista. A base da construção original foi removida, levitando o museu e permitindo uma área pública. A fachada da antiga usina foi mantida com o revestimento em tijolos, no volume adicionado foi usada chapa metálica vermelha. A coloração avermelhada do prédio contrasta com o verde do jardim vertical de 24 metros de altura e de 15.000 plantas, projetado por Patrick Blanc. Visto de fora, o conjunto soma-se como um encontro díspar entre o natural e artificial.Visto em Treehugger e The Art Newspaper
13 de mar. de 2008
project fox
Sob o comando do designer Luiz Alberto Veiga, o centro de design da Volkswagen em São Bernardo do Campo desenvolveu o carro Tupi, vulgo Fox, e hoje é exportado para mais de 40 países. Em 2005, no lançamento do carro na Europa, a Volkswagen promoveu o Project Fox em Copenhague.
O projeto transformou o antigo Park Hotel no divertido Hotel Fox com o trabalho de 21 artistas de diversas partes do mundo. Todos os 61 quartos do hotel são diferentes, fantasiados com flores, fadas, monstros simpáticos, segredos, humor e muita imaginação.
O paulista Speto [Paulo César Silva] foi um dos artistas selecionados no projeto. Com técnica de grafite imprimindo sua influência do cordel, Speto ilustrou 3 quartos em parceria com o também brasileiro Baixo Ribeiro que cuidou do mobiliário.
Aqui tem imagens do making of Project Fox
12 de mar. de 2008
renzo piano+le corbusier
A emblemática obra de Le Corbusier Chapelle Notre-Dame-du-Haut de Ronchamp ganhará um anexo desenhado por Renzo Piano. A idéia é fazer da capela um lugar constante de rezas e cultos para assegurar um ar sagrado ao ambiente com a permanência de freiras no local, diminuindo o frisson que os 100.000 turistas fazem por ano.
O projeto de Piano é um mosteiro invisível para as vigilantes freiras, oculto no caimento da colina e por entre a vegetação. Esta será intensificada com o reflorestamento de espécies nativas, a ponto de gastar 1/3 do valor do orçamento.
Apesar da invisibilidade do anexo, a obra do italiano que fez o Centre Georges Pompidou ficará a 60 metros de distância da capela, levantando polêmicas sobre uma possível competição entre uma obra e outra. Consciente da sutileza do projeto, Renzo Piano defende que construir para as freiras é trazer espiritualidade e dar ao lugar uma presença humana permanente. O arquiteto e professor de história Jean Louis Cohen reflete, talvez o mosteiro não será visto, mas será sentido, pertubando a harmonia do local. Independentemente da veracidade espiritual das freiras, arquitetura sem uso é morta, e neste contexto, turista não conta.
Visto em Architect's Newspaper
10 de mar. de 2008
casa de jornal
Inconformado com a quantidade de jornal que é desperdiçado todo dia em Londres, o artista Sumer Erek criou o Newspaper House Project. Em parceria com organizações e volutários, Sumer Erek coletou aproximadamente 150.000 jornais descartados em 5 dias. Utilizando somente o material coletado (e braçadeiras de nylon), o artista e volutários construíram uma casa solidamente estruturada numa praça em Londres, provocando uma reflexão sobre o lixo que a cidade produz e como ele pode ser reaproveitado.

A técnica e o detalhe da construção na casa de jornal é de fazer inveja. Os jornais foram dobrados numa máquina de enrolar desenvolvida para o projeto, permitindo a solidez e o esmero da obra. A crítica ao conceito do projeto é o uso de braçadeiras de nylon num projeto de reciclagem. O Newspaper House Project foi uma instalação efêmera para a sociedade urbana refletir sobre o lixo que produz. Como por exemplo, o que fazer com presilha de nylon usada...
Vídeo no Guardian
Visto no TreeHugger




















