Se as utopias arquitetônicas de vanguarda estivessem realizadas, hoje habitaríamos na Plug-in City do Archigram, na New Babylon de Constant Nieuwenhuys, ou na La Ville spatiale de Yona Friedman. As megaestruturas da segunda metade do século passado combinavam arquitetura visionária com cultura pop, indo muito além do metódico planejamento urbano.
A mobilidade em questão não era a do prédio, mas do usuário, que poderia exercer qualquer tipo de uso, de acordo com sua próprias idéias e situações. Neste contexto, a infraestrutura não é determinada e nem determinante, possibilitando uma arquitetura dinâmica para uma sociedade também dinâmica. Mas cidade atual continua com o mesmo modelo, e a sociedade que abriga vive em outro tempo, digital e em velocidade, descompassada com a realidade. Após 50 anos, L’Architecture Mobile ainda é avant-garde.
visto em MEGASTRUCTURE RELOADED


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